Um par de cada

Follow up: Quantos cromossomas?

Contei pra vocês sobre as suspeitas da minha filha ter alguma trissomia, e que a única forma de ter a certeza era fazendo um exame invasivo durante a gravidez (que dá riscos de aborto espontâneo) ou esperando ela nascer. Eu optei por esperar ela nascer.

A legislação portuguesa permite que a mãe decida interromper voluntariamente a gestação caso num desses exames confirme-se a existência de trissomias (13, 18 ou 21), desde que seja feito até as 24 semanas de gestação. Tudo feito através do serviço público de saúde (se imaginou a fila do SUS, esquece. Aqui é outra coisa). Como eu decidi seguir com a gestação no matter what, não ia colocar em risco a vida do meu bebê só pra saber.

Então, venho vos dizer que minha filha nasceu com um par de cada cromossomo, lindinha, apesar do risco acrescido nos exames de rastreio. Lembro ainda que os exames de rastreio mostram as probabilidades estatísticas daquele resultado acontecer, e estatística vale o que vale: se tem 3% de chances de sim, são 97% de chances de não.

A única coisa que ela tem é um sopro no coração, mas que após um ecocardiograma ficou claro que é um espaçamento mínimo nas válvulas e que fecha com o tempo, não gerando nenhum tipo de problema pro desenvolvimento dela ou pra vida da minha filha. Vamos fazer um novo exame com um ano de idade.

De resto, sem alterações.

Fica então a minha experiência: um rastreio com risco acrescido não significa um resultado positivo pra trissomia 21. E nem sempre um exame invasivo é necessário.

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