Todos os artigos de Carol Mourão

Mulher, quase 40, casada, coração verde e vermelho, mãe de duas crianças maravilhosas, não fumante, sem tatoo ou piercings (nada contra, só não tenho vontade), antifascista, prochoice, bilíngue, espanhol quase lá e iniciando o francês, pedagoga, curiosa, que ama pets e cozinhar comida gostosa e saudável (= sem ultraprocessados). Nasci e cresci no Rio, evolui em Lisboa, aprimorei em Manchester, me redescobri em Curitiba e agora retornei para o lugar onde meu coração pulsa mais feliz: Portugal.

Retornar a Portugal

Resumo para quem chegou agora aqui pelo BanhoDeChuva: prazer, me chamo Carol, casei em 2006, fugimos da violência carioca em 2008, destino Lisboa, criei esse blog, tivemos um cão, dois filhos, perdemos o cão, em 2015 fomos pra Manchester, deu tudo errado, em 2016 voltamos pro Rio, arrependimento imenso, em 2017 tentamos fixar raízes em Curitiba e o coração não sossegou até voltarmos para o lugar que mais amamos no mundo no final de 2019.

Mas por que, Carol?

É… gostaria de ter mais dificuldade em responder isso, mas foram tantas motivações que até me assusto ao me dar por isto. Enumero abaixo as razões que se acumularam, não que elas tenham acontecido exatamente nesta ordem:

Continue a ler Retornar a Portugal

Matricular os filhos em Portugal

Vou explicar aqui como faz a matrícula da sua criança em período de escolaridade obrigatória, bem como a equivalência das habilitações.

Primeiro, você precisa de uma dose de paciência, tanto com a burocracia no Brasil como na dificuldade de conseguir vaga em Portugal. Com a dose de paciência reforçada, vamos ao que fazer em cada lugar.

Antes disso tenha em mente que o ano letivo no Brasil começa em Fevereiro ou Março e termina em Dezembro e em Portugal começa em Setembro e termina em Junho.

Continue a ler Matricular os filhos em Portugal

Levar um pet pra Europa: a saga

Desde que decidimos voltar para Portugal, a minha principal pergunta era… e a catiorra? Lógico que ela vem conosco, não há hipótese de deixá-la pra trás. Mas… como? Quanto? Ela de avião?? Como fazer isso?? E é muito detalhe.

Uma prima minha pediu pra passar pra ela as informações todas, comecei a ver que ia levar horas escrevendo isso pelo celular, e talvez esquecesse de algum detalhe. Decidi então criar este post com todas as informações que recolhi. Será longo mas vai esclarecer muitas dúvidas que você possa ter (ou criar novas).
Quando começar? Você precisa de, pelo menos, 120 dias antes da viagem para tratar desses pormenores.

Para transportar um animal para outro país (nomeadamente a Europa) você vai sim desembolsar um bom dinheiro com:

Continue a ler Levar um pet pra Europa: a saga

Eles não precisam de brinquedos

E finalmente fizemos nossa primeira viagem de férias!!! Destino aqui do lado, econômico: Buenos Aires.
Uma cidade que há muito eu quero conhecer e agora consegui resolver essa pendência comigo mesma!
O grande lance é: estamos super acostumados a fazer turismo desbravador só nós dois, mas… como será que vai ser com duas crianças??

Continue a ler Eles não precisam de brinquedos

Tenho direito a nacionalidade?

Sabemos que existem diversas formas de imigrar legalmente para outro país, mas nem todas elas são tão simples (ou tão financeiramente sustentáveis). Uma das formas mais “tranquilas” de se viver em outro país é fazer parte dele, e para isso, é preciso ser nacional daquela pátria. Muitos brasileiros estão com o ímpeto de ir embora, mas pegar as malas comprar uma passagem e ir não é sinônimo de solução, mas de problemas.

Portanto, se a pessoa que pretende ir embora tiver uma nacionalidade para o destino que quer viver (ou que permita ter direitos de lá viver) a coisa já fica menos nebulosa. Só preciso ter um sobrenome estrangeiro? Tem que ter parente? Como é que isso funciona?

Continue a ler Tenho direito a nacionalidade?

A arte de procrastinar

“É um procrastinator!” – dizia a tia do meu marido para quem deixava tudo para depois com a eventual frase “depois eu trato disto”. Portuguesa de nascimento, americana de passaporte, sempre misturava as duas línguas em suas frases (e também na caixinha de receitas que eu, muito orgulhosamente, herdei). Ela sabia que o “depois eu faço” significava “não vou fazer tão cedo”. Continue a ler A arte de procrastinar