Todos os artigos de Carol Mourão

Mulher, quase 40, casada, coração verde e vermelho, mãe de duas crianças maravilhosas, não fumante, sem tatoo ou piercings (nada contra, só não tenho vontade), antifascista, prochoice, bilíngue, espanhol quase lá e iniciando o francês, pedagoga, curiosa, que ama pets e cozinhar comida gostosa e saudável (= sem ultraprocessados). Nasci e cresci no Rio, evolui em Lisboa, aprimorei em Manchester, me redescobri em Curitiba e agora retornei para o lugar onde meu coração pulsa mais feliz: Portugal.

Dá pra imigrar sem “documento”?

Desculpem a ausência, mas tem sido intenso na vida real.

Como sabem, não moro em Portugal desde 2015, voltei ao Brasil em 2016 e em 2017 mudei-me para Curitiba, PR. Já não estou a par em detalhes sobre o custo de vida em Portugal e por isso tem sido difícil responder a todos os e-mails que recebo, porque preciso fazer pesquisas pra dar uma resposta mais acurada Continue a ler Dá pra imigrar sem “documento”?

“Vou para Portugal porque as leis trabalhistas aqui ficaram ruins”

Pessoal, tenho lido isso em alguns comentários no facebook, de amigos, de conhecidos, em posts de artigos ou aqueles “prints” que fazem e compartilham.

O que me fez aqui adiantar o assunto foi uma pessoa que comentou no post de uma amiga “quero um avô português para me dar cidadania e eu ir embora para Portugal”.

Primeiro: pelo avô é nacionalidade, não cidadania. Continue a ler “Vou para Portugal porque as leis trabalhistas aqui ficaram ruins”

Morar em Portugal: vale a pena?

Depois de mais de um ano afastada dos posts, por motivos de desmotivação maior – já vos conto do meu novo paradeiro e porque decidi fazer essa mudança – e com mais de 200 e-mails, sem exagero, com eufemismo, pra responder (recebidos no canal “Fala que eu te escuto”), acho que esse post pode ajudar a esclarecer a maioria das dúvidas que me são enviadas: Continue a ler Morar em Portugal: vale a pena?

À deriva. Drifting away.

Ano: 2015.
Dia: o último dele.
Este ano que começou levando embora a minha Luka e termina me tirando sonhos.
Ano que me tirou de Portugal.
Ano em que meus planos em Manchester não foram pra frente.
Ano que tive que me sentir completamente a mercê de um mundo capitalista sem poder fazer absolutamente nada em relação a isso.
Ano que entendi porque a Inglaterra é um dos melhores lugares pra se viver e porque todo mundo quer vir morar aqui, e as consequências disso. Competição com a fasquia elevadíssima, somos mais um no meio da multidão.

Ano que terminou sem me deixar fazer planos.
Ano que se vai sem deixar saudades.

Meu desejo para 2016?
Seja melhor.
Seja melhor que 2015.
Seja mais feliz do que 2015.

Meu desejo para as pessoas em 2016?
Sejam melhores que vocês eram em 2015.
Sejam mais felizes que em 2015.
Reclamem menos do que não vale a pena. Reclamar do calor não vai resolver. Reclame que não há ar condicionado em transporte público. É mais coerente. Não reclame que o sol tá rachando o côco. Reclame que a rua não é arborizada.

Faça valer o seu direito de reclamar pelo seu bem estar e pelo bem estar do próximo.

Desejo que em 2016 as pessoas se lembrem que o seu direito termina quando começa o do outro.
Que as pessoas lembrem que cada um tem direito a opinião. Mas também tem o direito de respeitar e de ser respeitado.

Desejo que em 2016 as pessoas tenham mais consciência.
Desejo que em 2016 haja menos hipocrisia.
Desejo que mais pessoas vejam esse vídeo e reflitam sobre ele.

O que vale mesmo são os afetos.

Feliz 2016.

 

Congestionamento demais? Sinusite à vista.

Acho que foi a mais terrível das terríveis que me atacou, mas vou te contar o que fiz pra melhorar em 3 dias!

Pra entender o meu drama, tenho que voltar um pouquinho no tempo.

Quando saímos de Lisboa para Manchester, em Julho/2015, eu estava me sentindo super bem, sem sinal nenhum de resfriado. Porém, na hora que o vôo estava baixando (de altitude), comecei a sentir dores terríveis (pior que contração de trabalho de parto) em volta do olho esquerdo. Achei que estava tendo um derrame. Era tanta dor que mal conseguia respirar. Meu marido chamou o comissário e ele disse que deveria ser uma sinusite mal curada e daqui a pouco melhorava.

O pouco caso que ele fez me deixou mais aliviada, mas a dor só passou mesmo depois que o avião pousou. Nos dias a seguir tive descargas de muco com sangue pela narina esquerda, o que me leva a crer que um vaso sanguíneo arrebentou e pronto.

Meses se passaram e eu tive apenas um resfriado sutil, nada além. Eis que agora, meus pais vieram nos visitar e aproveitamos esse par de olhos pra ficar com as crianças e saímos, eu e meu marido, para dar umas voltinhas à noite, na cidade. Ver a cidade de Manchester com as luzes de Natal, sem ter que nos preocuparmos se o filho tá ali, se a filha tem a fralda suja, se algum deles tá com fome, com frio, etc. Aproveitamos o mercado de Natal, fomos a uns pubs, curtimos do nosso jeito com a tranquilidade de que nossas crianças estão bem.

Dias depois, comecei a fungar aqui, coriza ali, espirros acolá e… era oficial: gripei.

Mas não me dei por vencida e curti também o Natal em casa, em família, com meus pais e filhos, pelo segundo ano consecutivo. E, lógico, bebi… (como todo ser humano que aprecia uma bebida em datas festivas).

Descobri que a equação: gripe + dormir tarde + festividades + mudança brusca de temperatura + aquecimento ligado 24h resultou em algo muito cruel na minha pessoa: sinusite.

Mas estando eu relativamente acostumada com uma sinusite, não ia me deixar abalar. Dois dias depois do Natal, acordamos super cedo pra levar meus pais no aeroporto. E no caminho me perguntei se tinha passado um carro sobre meu lado direito do rosto enquanto eu dormia, porque doía até pra mastigar.

Despedidas feitas, lágrimas despejadas, pappy e mammy encaminhados, hora de voltar pra casa. Pegamos chuva e vento. Cheguei em casa parecia que tinha vindo de uma batalha. O que fazer? Deitei no sofá e repousei. Piorei, é lógico. Mais uma vez me perguntava: o que fazer? Ir ao médico? Era dia 26 de Dezembro, chuva torrencial, não tinha feito inscrição no centro de saúde, e tinha alagamentos por toda a cidade.

Decidi então fazer um tratamento de choque, a la vovó: medicamento + chá + inalação + massagem facial + vick vaporub.

  1. Medicamento: escolhi um que vende sem prescrição médica, Sudafedcom componentes que eu conheço (pra ter a certeza que não me darão efeitos secundários indesejados). Esse não dá sono, e me ajudou muito pra dormir.
  2. Chá: 3 vezes ao dia, um balde de chá de hortelã com gostas de limão e adoçado com mel. Poderia ser qualquer chá, mas gosto desse. Sem contar que o hortelã é anti-inflamatório, o limão adstringente e o mel alivia irritação na garganta (não que eu tivesse alguma no momento, mas preferi pecar pelo excesso).
  3. Inalação: 5 vezes ao dia, água quente com uma colher de café de vick vaporub. Inalação por 10 a 15 minutos. Também pode-se usar óleo ou essência de eucalipto, mas como eu não tenho e não sei se qualquer óleo serve, joguei pelo seguro. Os vapores ajudam umedecer as vias aéreas, liquefazendo o muco.
  4. Massagem facial: eu sabia que existia massagem facial pra sinusite, mas não sabia como era. Então, o super YouTube me salvou. Meu marido que descobriu o vídeo que ensina como fazer e eu encostava a cabeça no braço do sofá e ele fazia os passos da massagem no meu rosto, sempre após a inalação.
  5. Vick Vaporub: esfregado no tórax e pescoço na hora de ir pra cama, pra que os vapores me ajudassem a dormir melhor.

Associado a isso, me alimentei com sopa “levanta defunto” (receita lá de casa, adaptada: carne, batata, cenoura, abóbora, alho poró, feijão branco, alho, cebola, azeite, agrião) e ingeri muito líquido, média de um copo de água por hora. E fiquei em casa. Mesmo quietinha dentro de casa, nem abria a janela pra ver o dia la fora (lembrando que aqui estamos no inverno e as temperaturas estão em 1 dígito).

O resultado: No 3º dia já não tinha dores nos dentes, a dor e a pressão da face praticamente foi embora, a secreção diminuiu, o nariz não ficava mais entupido, e comecei a reduzir a quantidade de tratamento. Aumentei o intervalo da medicação, faço uma inalação de manhã e outra antes de dormir seguida da massagem facial, não uso mais o vick no tórax, e voltei pro meu adorado café matinal.

Funcionou comigo. Não recomendo a medicação para quem não sabe se tem alergia/intolerância aos componentes do mesmo, e existem pessoas com alergias ao VickVaporub. Se você não sabe se tem, recomendo que faça inalação apenas com vapor de água, sem o Vick.

Chá, sopa, líquidos, massagem, não vejo mal algum.

Se estiver em um lugar quente, beira de praia, aproveite a maresia. Ela faz milagres com as nossas vias respiratórias.

O importante mesmo é não fazer pouco caso de uma sinusite, como eu fiz há meses. Talvez o que eu tenha tido dessa vez fosse um acúmulo de muita secreção e chegou a esse ponto, que a dor nos olhos se assemelha a que sentimos quando temos dengue (eu também já tenho essa no meu histórico…). Se eu tivesse ido a um médico pra tratar o resquício de sinusite que eu tive no passado, não teria sofrido tanto agora.

 

Sem comunicação

Leitores queridos que estão a espera de de uma resposta: Não esqueci de vocês, mas o Windows 10 esta fazendo um complô.
Meu computador nao inicializa e eu definitivamente não consigo escrever como gostaria pelo celular/telemovel.
Peço desculpas sinceras pelo tempo que estão a espera de um sinal de vida meu. Mas pode ser que demore mais uns dias.
Entretanto, se alguém tiver feito upgrade pro Windows 10, tenham em atenção ao arquivo mfewfpk.sys e, até onde li em fóruns, esta relacionado com o Windows Defender.
Ele é o motivo da minha dor de cabeça.