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Terceiro termo da Greystone: Como foi?

Oi pessoal,

Sei que estou demorando para escrever e estou recebendo várias mensagens relacionadas à Greystone.

Não quero ser muito repetitiva, mas vou tentar esclarecer todos os pontos que já foram perguntados nos comentários. Ahh caso tenham sugestões de posts sobre a Greystone, ou qualquer coisa de Vancouver, podem me mandar que escrevo.

Vamos ao o que interessa. Há duas semanas finalizei o terceiro termo da Greystone, a matéria foi sobre organização das suas prioridade no trabalho e o seu desenvolvimento. Vou ser bem sincera, essa “matéria” eu aprendi no meu dia a dia de trabalho no Brasil. Achei ela bem chata e repetitiva, a turma que fiquei também não ajudava muito. Achei que foi o pior termo que já fiz e com isso acabei ficando um pouco desmotivada. O professor era até legal, mas abriu o livro poucas vezes, posso contar em uma mão quantas vezes usamos o book, que by the way pagamos caríssimos no Brasil.

Muitos também falam que no terceiro mês é que começamos a criar uma rotina e isso nos deixa meio para baixo, ficamos sempre exaustos e cansados. Acreditem, o tempo aqui passa muito rápido e nosso dia parece que tem 10h.

Mas não desanimei e continuei estudando, mesmo que não tenha gostado, paguei muito caro para não levar a sério o curso, inclusive isso às vezes me irrita na escola. Tem muitos brasileiros que não querem saber de nada e vieram a passeio, só fazem o curso pois oferece o visto de um ano.

Não quero fazer um post de complain, tento sempre mostrar o lado positivo das coisas, pois já não é fácil morar em outro país, então sempre falo com todos os meus amigos, vamos pensar positivo e dá o nosso melhor.

Fiquei sabendo essa semana que o próximo termo teremos mais uma turma de Business Communication, ou seja, teremos mais brasileiros na escola. Além disso, meu período de co-op está se aproximando e fiquei sabendo também que o único suporte que a escola dá para o estágio será com orientações de como montar seu currículo e sua carta de apresentação (cover letter). Acho que muita gente vem para cá achando que a escola irá arranjar entrevistas para você ou fazer o meio de campo, não, isso não irá acontecer.

Caso tenham mais dúvidas sobre a Greystone, podem me mandar, adoro quando comentam e dão feedback, tento fazer os posts para ajudar e esclarecer dúvidas de quem está no plano Canadá, da mesma forma que muitos blogs me ajudaram.

O próximo post será sobre moradia. Stay tuned! 🙂

 

Beijos,

Alinne Rodrigues @alinnear

 

Custo de vida em Vancouver

Hey guys!

Como prometido, irei falar um pouquinho sobre os custos de uma pessoa que veio sozinha morar em Vancouver. O que pra mim foi muito difícil achar quando estava no meu planejamento, pois a maioria dos blogs eram sobre casais e os custos em dupla.

  •  Aluguel

Moro em Downtown em uma ótima localização, na Granville St altura de Yaletown, um dos melhores bairros de Vancouver. Escolhi pagar mais e ficar em Downtown, faço tudo a pé e não preciso pagar o Compass Card mensal. Divido um estúdio super novo com outra menina e cada uma paga CAD 728.00, no valor já está incluído todas as contas. Nosso ap tem duas camas de casal, sofá, armário suficiente para as duas e mesa de jantar, ou seja, não é tão pequeno assim. O prédio é super novo e tem academia.

Caso você prefira morar um pouco mais distante do centro, consegue achar opções de quartos individuais por CAD 500.00. Só não se esqueça você terá que pagar o Compass e para a zona 1 (a mais barata) ele custa CAD 93.00 mensal.

  • Alimentação

Eu sempre tento seguir uma alimentação saudável e evito comprar fast-food e outras besteiras. Minhas compras são quase sempre semanais e é basicamente composta de: Saladas (alface, cenoura, pepino, espinafre,etc), proteína (frango, carne moída magra e/ou ovo), café (nescafe), um biscoito de arroz para o café da manhã, cream cheese/cottage, suco de cranberry diet/ iced tea zero, iogurte light (activia), banana/ameixa , chás, kombucha (aqui até que vale a pena comprar, custa em torno de CAD5.00), snacks (geralmente umas barrinhas de fibra para lanches, cada embalagem vem com 5 e custa CAD 3.00), leite de amêndoas (aqui é beeem barato, vale muito a pena trocar o de vaca por esse, o pote maior custa em torno de CAD 4), entre outras coisas.

 

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Biscoito de arroz mara que descobri aqui

 

Óbvio que muita coisa eu não compro semanal e tem outros produtos que não fazem parte da minha alimentação diária, mas dá vontade de comprar. Gasto em torno de CAD 70.00 semanais. Sim, alimentação aqui é muiiiiito cara. O que mais pesa no orçamento é a proteína e, acreditem, as frutas e legumes/verduras, principalmente esses últimos, porque eles estragam rápido, então acabo comprando toda semana.

Acho fruta bem cara aqui, uma vez comprei dois mamões e deixei quase o meu rim junto, paguei CAD 11.00. A fruta mais barata é a banana que sai por volta de CAD 0.89 o peso.

 

carousel_subzeroFaço praticamente todas as minhas refeições em casa durante a semana e levo marmita para a escola. Final de semana às vezes como fora e uma ida ao restaurante sai por uns CAD 15.00, caso queira um sorvetinho na rua (mas daqueles bons, tipo Bacio di Latte), ele custa em torno de CAD 7.00. As cervejas nos pubs custam em torno de CAD 6.00 (on tap/pint) e uma poutine, dependendo do lugar, sai por uns CAD 10.00.

 

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Poutine delícia 😉

 

Um café na rua, tipo Starbucks custa em torno de CAD 4.00 o tall e na 7 Eleven custa uma doleta o menor café (melhor dica para brasileiro LOL).

 

  • Despesas diversas

Algumas despesas que você poderá ter são os passeios e saídas de final de semana. Uma balada pode ser de graça ou custar CAD 30.00, isso vai depender do lugar, geralmente boate é mais cara e alguns pubs no final de semana cobram uns CAD 8.00 pela entrada.

Quem está acostumado com a facada no ingresso do cinema no Brasil, aqui não será muito diferente. Eu paguei CAD 16.00 na sessão. Terça o cine é mais barato e aqui nada de estudante pagar meia.

Por último, mas um dos mais importantes, o plano de celular. Tenho o plano da Freedom e pago CAD 40.00 por 4gb de internet, ligações e sms ilimitados (aqui você irá usar muito sms, canadense nem conhece Whats App LOL). Com os impostos, o plano sai CAD 45.00 por mês.

  • Custo mensal

Vamos ao valor final para os gastos de uma pessoa.

  1. Aluguel – 728

  2. Alimentação (mercado) – 280

  3. Alimentação (rua) – 90

  4. Diversos (pub/balada/cerveja) – 70

  5. Celular (plano da Freedom) – 45

No final do mês eu gasto por volta de CAD 1213.00, ou seja, é caro se manter em Vancouver. Contudo, não passo aperto, sempre me dou o luxo de comer fora no final de semana, experimentar os diversos lugares de comidas e doces da cidade, sempre tomo uma cervejinha e faço opções de alimentos mais saudáveis (que são mais caros do que levar todo dia macarrão para almoçar na escola). Ou seja, caso você queira gastar menos, é possível sim, só depende das suas escolhas.

Lembrando que o salário mínimo aqui é CAD 10.85 a hora e quando você estuda só pode trabalhar 20h semanais. Aí vocês me perguntam, como você faz para se manter se ganha menos que seu custo mensal? Tem duas coisas que me ajudam: TIPS (melhor coisa da vida) e uso o dinheiro que juntei no Brasil.

Caso tenha ficado alguma dúvida sobre os custos, podem me escrever!

 

Beijos,

Alinne Rodrigues – @alinnear

Greystone overview + Trabalho em Vancouver

Oi pessoal!!!!

Está cada dia mais difícil ter tempo de escrever no blog. Escola, trabalho e, quando sobra tempo, também tento aproveitar o dia para fazer passeios e ir na academia, mas eu não esqueci esse cantinho delicioso.

Depois de escrever o post sobre a Greystone, recebi alguns e-mails pedindo informações, então decidi fazer esse segundo overview sobre a escola.

Acabei meu segundo termo e dessa vez tive outra visão do curso. Matéria mais legal e  professor muito bom.

Como já havia falado anteriormente, a Greystone não é um curso de inglês, mas sim um de business pra quem não tem inglês 100%, então não espere isso. Contudo, esse meu novo professor dava sempre um exercício no início da aula de preposição ou phrasal verbs. A matéria desse mês foi basicamente a comunicação e o comportamento dos funcionários nas empresas. No período, fizemos dois projetos em dupla, um escrito e um com apresentação em ppt, além disso, no último dia de aula houve uma prova. A forma de avaliação, pode variar de professor, mas sempre haverá um trabalho e uma prova.

Seu dia a dia na Greystone será basicamente assim: Aula de segunda à quinta de 9h às 14h30 e sexta de 9h às 12h, um detalhe que canadense dá muito importância é a pontualidade, então a aula sempre irá começar às 9h em ponto e, dependendo do professor, caso você chegue atrasado só irá entrar no break. Falando em intervalo, há um de 15 minutos às 10h30 e temos 1h de almoço, de 12h às 13h. Na sexta-feira da última semana da matéria, não tem aula, pois é a graduação dos alunos que completaram o curso. Já na segunda-feira seguinte, no primeiro dia da nova matéria, a aula começa 10h30 pois antes tem a orientação dos novos alunos. (Quem perdeu a explicação sobre o início da Greystone, aqui está o link)

Muita gente na escola leva comida e pode deixar na geladeira e esquentar no microondas, alimentação aqui não é barato e sua melhor opção será fazer compras no mercado, e mesmo assim é caro, carne, então, nem se fala.

 

Trabalho

Um ponto que perguntaram bastante foi sobre trabalho e o co-op. Vamos lá que vou tentar explicar, pois a realidade não é bem o que vendem no Brasil.

É fácil conseguir emprego? Sim, contudo será um survival job, como eles chamam aqui. Survival job significa server, dishwasher, cleaner, housekeeping, hostess, line cookes e qualquer tipo de emprego na área de hospitalidade. Muitas agências vendem a ideia que você vai conseguir um emprego na sua área assim que você chegar, então, vou ser honesta, acho muiiiito difícil, mas, claro, não impossível.

Acho difícil primeiro por causa do seu inglês, exceto se você já é fluente, e segundo porque você só pode trabalhar 20h semanais, ou seja, não tem como você fazer aquele horário de 9h às 17h (aqui não tem 1h de almoço). Contudo, acho que não custa arriscar e procurar, mas venha com a cabeça aberta para a possibilidade de trabalhar em restaurante, loja, hotel, etc. Lembrando que, provavelmente, no início você irá receber o salário mínimo, que aqui em Vancouver é CAD 10.85 a hora (o salário de BC terá reajuste em setembro).

Resumindo: você irá trabalhar 20h semanais ganhando 10.85, se prepare para viver apertado, infelizmente, Vancouver é uma cidade cara. (Em breve irei fazer um post com os meus custos – 1 pessoa morando em Downtown).

Já sobre o co-op, vou esperar para falar mais para frente, pois só quero falar o que passei e não sobre o que me contam.

Caso queiram dar uma pesquisada sobre vagas de trabalho, procurem no Craigslist, foi lá que arranjei o meu.

 

Caso tenham dúvidas, podem me escrever! 🙂

 

Beijos,

Alinne Rodrigues – @alinnear

 

 

 

Primeiro mês Greystone College

Hey, I`m back!

Quando você começa a ler nos blogs que as pessoas ficam sem tempo quando se mudam, infelizmente é verdade. Desde que cheguei em Vancouver, não parei. Inclusive já arranjei um trabalho, não na minha área, é claro, mas um que me ajuda a pagar as contas, porque sim, Vancouver é uma cidade cara (mas o tema de como arranjei meu primeiro trabalho é pra outro post).

Mas vamos ao que interessa, certo! Vou dar meu primeiro feedback sobre a Greystone College. Estava esperando terminar a aula de co-op para poder falar mais um pouco detalhado, tanto sobre o curso quando as aulas de placement.

O curso de Business Communication é dividido em 6 termos, sendo que todas as turmas estão aprendendo o mesmo conteúdo, só que com professores diferentes. Por exemplo, a primeira matéria é Write Basic Documents e tem mais três turmas dando o mesmo conteúdo. O próximo termo, vai ser a mesma coisa, uma nova matéria que as quatro turmas irão aprender simultaneamente, podendo ser com o mesmo professor ou com um novo.

Outro ponto que achei interessante, alguns podem não gostar, é que a turma é misturada com alunos recém chegados com aqueles que já estão, por exemplo, no último mês antes de começar o estágio. Isso é bom para dar uma misturada e você ter a oportunidade de sempre conhecer gente nova, porém, pode acontecer da nivelação não ficar muito boa em relação ao conteúdo. Eu até que gostei!

Um ponto negativo da escola é o número de brasileiros, realmente, tem bastante. Minha turma tem em torno de 15 pessoas (achei também esse número alto por turma), sendo desses, 11 brasileiro, isso dificulta a aprendizagem em inglês. Por mais que você tenha que falar em inglês em sala de aula, você sempre vai conversar em português com os seus amigos.

Já sobre os materiais, assim que você começa o curso, recebe um livro, mas que será pouco utilizado, os professores acabam dando mais folhas com conteúdos e exercícios (desperdício de dinheiro, já que pagamos caro pelos livros). Uma coisa boa pra quem está trabalhando e não tem muito tempo, os professores desse curso não passam trabalho de casa, contudo, quem faz International Business, por exemplo, terá bastante homework.

Livros da Greystone
Livro do primeiro termo (Write Basic Documents) e o livro do segundo termo que comecei essa semana.

Em relação ao conteúdo, estou gostando bastante. Os professores deixam bem claro que não é um curso de inglês e sim um de business. Você aprende, nesse primeiro módulo, por exemplo, como escrever e-mail, cartas formais e informais, ou seja o dia a dia escrito em um escritório.

Já sobre as duas semanas que você terá aula de co-op (serão quatro semanas de aula ao todo, sendo duas no primeiro mês e duas no quarto mês) também gostei. O professor te ensina a fazer currículo canadense, cover letter, explica sobre imposto de renda, como procurar emprego na sua área, ou seja, verdadeiras dicas de um canadense em como conseguir emprego. Porém, ressalto que eu tive sorte com esse professor, pois muitos amigos reclamaram que fizeram aula de co-op com outros professores e ficaram duas semanas apenas montando currículo.

Acho que é isso. Sorry pela demora em fazer esse post, realmente o tempo aqui acaba sendo mais corrido, principalmente quando você começa a trabalhar. Além disso, foi feriado essa semana, então aproveitei para viajar para Seattle e Portland (vou escrever em seguida um post sobre esse bate e volta nos Estados Unidos). Caso tenha ficado alguma dúvida sobre a Greystone, podem me mandar mensagem que vou adorar ajudá-los.

Beijos,

Alinne Rodrigues – @alinnear

Primeira impressão – Vancouver

Ontem (29/04) completou uma semana que cheguei em Vancouver e quero compartilhar minhas primeiras impressões, que são maravilhosas!!! Na verdade, esse post poderia ser dividido em vários outros, pois tenho muito coisa para falar, mas vou tentar ser enxuta. Vamos lá!!!

Primeiro de tudo, caso esteja vindo para Vancouver, não esqueça de trazer o guarda-chuva. Se você já está no plano Canadá, acredito que a essa altura já saiba o quanto chove em Vancouver, caso esteja começando a pesquisar, não esqueça, traga um! O tempo essa semana foi predominantemente ensolarado (I’m a lucky girl), então consegui passear bastante (a dica com alguns passeios irei fazer separado, pois tem muita coisa para contar).

Aqui na parte de cima do mapa, estamos na primavera, mas ainda está bem frio, principalmente se você não está acostumado com o frio e vem de uma cidade tipo o Rio, vai congelar. Essa semana fez em torno de 10 graus nos dias com sol e em torno de 7 graus em dias com chuva. Confesso que estava esperando um clima mais quente.

Continuando a falar sobre o tempo, quem já viajou para Europa e EUA no inverno, sabe que a pele fica bem ressecada no frio. Mesmo que estejamos na primavera aqui, traga creme para as mãos e rosto, principalmente um que alivie a ardência, pois em volta da boca é o lugar que fica mais ressecado e pode até sangrar entre o nariz e o lábio. Então o creme será seu melhor amigo aqui! Como só havia trazido o bepantol labial do Brasil, hoje comprei uma loção oil free  para o rosto de uma marca canadense chamada Marcelle e um creme da Aveeno para as mãos, vou começar a usar e mais para frente dou um feedback deles.

Agora a parte que estou apaixonada, os canadenses. Que povo simpático e educado!!! Acho que não tenho palavras para falar o quanto me apaixonei por eles. De todos que conheci até agora, os mais queridos são os meus anfitriões do Airbnb. Estou sendo hospedada por uma casal, onde um é de uma cidade do interior de Manitoba e o outro de Montreal, ou seja, além de serem fofos, estou treinando muito meu inglês.

Mas se com o meu parágrafo anterior você achou que iria encontrar facilmente canadense aqui, sorry, mas não. Vancouver é uma cidade cosmopolita e você irá encontrar todos os países aqui, é até difícil encontrar canadense. hahahah. Os chineses, é claro, dominam aqui!

Mais uma impressão que estou achando incrível é como eles respeitam a diversidade! Me sinto em uma cidade onde o preconceito, que vemos todos os dias no Brasil, foi deixado no passado. Não há olhar torto para um casal gay, para um negro e nem um fiu fiu para mulher. Sinto que realmente estou vivendo no século 21 agora. Acho incrível sair na rua como você quiser e não ter um olhar torto para te julgar. Aqui você irá encontrar de tudo, então, se quer se mudar para o Canadá, deixei para trás qualquer preconceito que possa ter. Cabelo azul é lindo, batom preto é maravilhoso e sair com saia curtíssima com um frio de 10 graus é ótimo.

Contudo, como nem tudo são flores, toda cidade tem seus problemas e o de Vancouver são as drogas e o alto custo de vida. Acredito que por ser uma cidade com o clima mais ameno, muitos moradores de rua acabam vindo para Vancouver. Você irá encontrá-los por quase todas as ruas de Downtown. Na maioria das vezes eles estão ali pelas drogas ou por problemas mentais, mas eles não mexem com você, ficam sempre na deles, nunca senti medo ou ameaçada por eles. Acredito também que tenha a ver com o alto custo do aluguel na cidade, muitos não conseguiram mantê-lo e acabaram virando homeless. Além da moradia, achei a alimentação cara. Não muito diferente da do Rio, mas estou gastando quase que a mesma coisa do Brasil. Essa semana gastei em torno de 150 dólares, entre supermercado e restaurante, porém mais para frente faço o post sobre supermercado para uma pessoa.

Até agora, estou achando Vancouver linda, principalmente na primavera, as flores aqui são maravilhosas.

Se quiserem saber mais sobre o dia a dia, posto sempre no Instagram – @alinnear.

PS: não falei sobre a Greystone College porque irei fazer um post só sobre meus primeiros dias de aula.

Beijos,

Alinne Rodrigues – @alinnear

 

 

Chegando no Canadá – Voo + imigração

Oi pessoal, finalmente cheguei no Canadá!!! \o/ \o/

Cheguei em Vancouver no sábado (22/04) depois de quase 24h de viagem. Fiz Rio-SP-Tor-Van pela Air Canada. Vamos lá que irei contar como foi a vinda e a imigração quando cheguei.

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Café oferecido pela Air Canada

Primeiro vou contar como foi viajar pela Air Canadá. Foi a primeira vez que viajava por essa companhia e gostei bastante, tanto dos funcionários quanto dos aviões. Meu voo de São Paulo para Toronto levou 10h, mas como tinha entretenimento nem senti tanto. Vi vários filmes, inclusive La La Land, que estreou no início do ano. O próximo voo, de Toronto para Vancouver, também foi tranquilo e possuía TV, porém achei meio longo, quase 5h, mas fazer o que?! Vancouver é realmente longe. Sobre o serviço de bordo, no primeiro voo foi oferecido jantar e café da manhã (ok como de todas as companhias) e o segundo voo ofereceram um cardápio que você poderia comprar um lanche, não comprei nada, achei muito caro. hahahah. 10 dólares um sanduíche e um suco. Let´s save money porque Vancouver não é uma cidade barata, mas isso é papo para outro post.

Agora vamos a parte principal, passando pela imigração.

Quando você vem pela Air Canada (existem também opções de companhias americanas e mexicanas que vêm para Vancouver) obrigatoriamente deve-se fazer a imigração em Toronto. Essa é a parte mais IMPORTANTE da sua viagem, fiquem atentos, pois é lá que você pega seu Student Permit e Work Permit, sem isso você NÃO CONSEGUE TRABALHAR. Inclusive conheci uma brasileira hoje na escola que não pegou porque foi mal orientada pela consultara que não explicou esse detalhe, ela teve que ir na fronteira dos Estados Unidos pegar os dois permits. So let´s keep in mind, please!

Assim que cheguei passei pelo agente de imigração que só me perguntou o que de comida eu havia trazido, já que havia marcado X no cartão de declaração de bens e comida/bebida que recebemos ainda no avião para preencher. Nesse documento, você deve coloca seus dados, como nome, passaporte, número do voo, quantos dias vai ficar, endereço, etc. Expliquei que trouxe café em pó e foi somente isso. Como não sou boba nem nada, já perguntei sobre meus permits e ele me orientou a pegar em uma sala com outro agente. Lá fui eu!!! Depois de uma pequena fila, apresentei os papeis da escola e as cartas que havia recebido do governo canadense quando recebi o visto. Ao todo, foram 5 documentos. O agente preencheu algumas informações no computador e uns 10 minutos depois me deu os Student Permit e Work Permit, novamente sem fazer nenhuma pergunta. Saí de lá feliz da vida, mas a saga continua!

Em seguida fui pegar minha mala para desembarcar. Passei pela alfândega, onde você entrega aquele papel que recebeu e preencheu no avião, mais uma vez o agente não me questionou em nada. Achei até estranho, pois havia marcado que estava trazendo comida. Então, a minha dica é: Não minta, não tem motivo. Não há problema nenhum em trazer alguns alimento , bebida, cigarro e outras coisas (aqueles permitidos, é claro), apenas marque sim e você não terá problemas e nem uma multa de quase mil dólares para pagar.

Depois de pegar minhas duas malas (super dica, o carrinho para carregar mala é de graça \o/ na maioria dos países ele é pago) fui embarcar novamente. Achei bem fácil o aeroporto, haviam várias placas explicando seu caminho para embarcar pela Air Canada, então não tive dificuldade. Despachei minha mala de novo e depois fui embarcar.

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Aeroporto de Toronto assim que você passa pelo raio x

Passei de novo por aquele processo do raio x e surpresa!!! Quando eu passei pelo detector de metais ele apitou, achei estranho, pois não estava com nada, aí a agente falou que fui sorteada aleatoriamente para ser revistada. Tá né, fazer o que!? Foi uma mulher que me revistou e ela foi super educada. Primeiro ela perguntou se eu preferia ser revistada por ela ou pela máquina, eu falei tanto faz, porém ela falou alguma coisa, que na hora não entendi direito, mas acho que foi por causa das minhas tatuagens, que teria que me revistar com as mãos. Enfim, parece aquelas revistas policias, nada de mais. Depois disso, enfim fui procurar meu portão  de embarque.

Chegando em Vancouver também achei super simples sair do aeroporto, bem explicativo sobre os meios de transporte. Contudo, não peguei transporte público. Aluguei um quarto no Airbnb e o casal que está me hospedando se ofereceu para me buscar, uns fofos e super simpáticos (mais para frente posso falar sobre como é ficar em um Airbnb).

Acho que é isso. Foram mais de 20h cansativas de viagem, mas que valeram a pena. Estou apaixonada por Vancouver! 🙂

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Chegando em Vancouver

 

Beijos,

Alinne Rodrigues – @alinnear

Como escolhi minha escola no Canadá – Greystone College

Como prometi no meu último post, link aqui, vou contar um pouquinho sobre a escola que irei estudar, a Greystone College.

Minhas aulas já começam na segunda-feira (24/04) e estou mega ansiosa e animada, mas vamos lá que vou explicar alguns detalhes que me fizeram decidir por ela.

A minha primeira etapa foi escolher qual curso combinava comigo, não queria fazer um apenas para ir para o Canadá, queria um que agregasse conhecimento à minha carreira na área de Comunicação. Havia ficado em dúvida entre dois cursos, ambos de colleges particulares (também explico a diferença entre particular e público no meu outro post). O primeiro foi na Canadian College, o de Social Media Marketing. Ele realmente me encantou, gostei bastante do conteúdo, adoro trabalhar com social media, porém fiz minhas contas e ele não entrava no meu orçamento, mesmo sendo mais barato que o college público.

Minha caçada não terminou, é claro! Depois de muito Google, achei a Greystone College. Foi aí que descobri o curso de Business Communications. Comecei a olhar a grade dele e realmente gostei. Fui atrás de feedbacks sobre o college e muitos falavam que ele não era indicado para quem já era fluente ou estava em busca de algo mais técnico ou profissional. Contudo, como já falei anteriormente, meu inglês não é fluente, ele é avançado, compreendo bem, assisto seriado sem legenda, mas acredito que não seja o ideal para trabalhar na minha área, esse é o meu verdadeiro objetivo. Outro motivo que me fez decidir por esse curso, foi a opção de co-op, que nada mais é do que o período de estágio full-time na área que você estudou após finalizar o curso (lembrando que eu posso trabalhar part-time enquanto estudo). Ótimo, né? 😉

Vamos a lista de alguns motivos que gostei do curso:

  1. Posso trabalhar enquanto estudo;
  2. Vou aprender o inglês do mercado de trabalho;
  3. O curso tem relação com a minha área de formação. Além de contribuir com a minha carreira, o agente de imigração teria uma maior probabilidade de aprovar meu visto. Imagina eu aplicar para um curso de Nutrição com formação em Comunicação Social. Minha carta de intenção teria que está muito bem escrita e explicadinha o porquê de fazer um curso totalmente diferente;
  4. Vou fazer um estágio na minha área;
  5. Acredito também que ele seja a porta de entrada para um college público. Já que estando no Canadá, tenho outras opções de colleges públicos que posso aplicar e nesse período vou vê se me adapto ao país;
  6. Por último, mas não menos importante, o valor. Menos de 10 mil dólares e ainda consegui pagar em 10 vezes (hoje o valor está um pouco mais de 10 mil CAD). Como não amar o parcelamento brasileiro?! hahahah

Aqui embaixo compartilho minha grade do curso, mas vocês podem entrar no site da escola e ver qual programa se encaixa mais com você. Tem um de Tourism & Hospitality que achei bem interessante e já trabalhei em hotel quando morei nos EUA, mas preferi optar pelo de BC.

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Em breve irei fazer um post contando mais sobre a escola, as aulas, os professores, meu estágios, etc.

Beijos, 

Alinne Rodrigues – @alinnear

 

Canadá: Por onde comecei

Quando comecei a pesquisar países que davam visto de trabalho para brasileiros, o Canadá me chamou logo atenção. Entre as minhas opções, também estavam Austrália, que eu já havia morado, e a Nova Zelândia, que já conhecia.

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Robin Scherbatsky

Ainda não tive a oportunidade de passar uns dias no país da Robin (quem assistiu How I Met Your Mother me entende), então decidi pesquisar sobre essa possibilidade de visto de trabalho para brasileiros, não deu outra, me apaixonei. Aliás, como não se apaixonar por aquelas paisagens dos lagos azuis? ❤

Então surgiu a dúvida, por onde começar?

Comecei a pesquisar em diversos blogs, sites, Youtube, grupos do Facebook e o próprio site do governo canadense, o CIC. Com isso, entendi que eu precisaria estudar – fazer um college (parecido com o nosso tecnológico), pós-graduação ou mestrado – para conseguir trabalhar. Descobri também que curso de inglês não oferece visto de trabalho. Então vamos lá que vou começar a contar minha saga.

Tudo começou em 2015 quando eu já havia iniciado meu curso de pós-graduação em marketing, então de cara já descartei essa modalidade de curso e o mestrado, que também não me interessava. Então, comecei a a pesquisar os colleges e descobri o grande X da questão, a diferença entre as instituições públicas e privadas.

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Os colleges públicos na modalidade full-time oferecem a oportunidade de você trabalhar após o termino por até o mesmo período que você estudou. Por exemplo, seu curso tem duração de dois anos, após a conclusão você pode conseguir o visto por até mais dois anos. Lembrando que mesmo fazendo o college público o PGWP ( Post-graduation Work Permit) não é 100% garantido, mas são poucos casos que não conseguem. No site do CIC (que está em inglês) você encontra todas as informações. Nesse outro link você consegue entender se você está elegível para o PGWP. Além disso, durante o curso você pode trabalhar part-time. Ai você pensa, que maravilha!

Contudo, para ingressar na instituição pública, que mesmo tendo esse nome não é de graça, você deverá fazer prova de proficiência em inglês, como o Ielts, e desembolsar uma boa quantia. Mas não vamos desanimar, né?! 😉

Eu não tinha todo esse dinheiro, só o college público gira em torno de 30 mil dólares canadense, e eu acreditava que meu inglês não seria suficiente. E agora? Foi ai que descobri o tal do co-op de um college particular, a Greystone College,  mesmo sabendo que ele não me oferecia o PGWP.

Antes de procurar qualquer agência de viagem, eu pesquisei muito, li diversos sites, entrei em contato com blogs e pessoas que moravam em Vancouver, etc. Acredito que essa pesquisa pessoal que faz a diferença. Quando entendi que o curso se encaixaria no meu orçamento, comecei a fazer meu planejamento pessoal e financeiro.

A minha dica para quem está começando agora é pesquisar muito (tô aqui para ajudar com o que aprendi) e ter paciência. Vejo muitas pessoas sem esperança pela atual situação do nosso país e quererem se mandar, mas, infelizmente, não tem como ser do dia para a noite. Vejam qual curso combina com você e que se encaixe no seu orçamento (prometo fazer um post com uma lista de colleges em Vancouver).

Depois de tudo que pesquisei, acredito que imigrar através dos estudos seja a melhor forma. Não é fácil, é demorado, requer em torno de uns 50 mil reais (vou explicar esses gastos mais para frente), mas quem tem determinação não desiste.

No próximo post irei contar sobre a Greystone College: Porque esse college , qual curso escolhi, valores que gastei, o que precisei para ser aceita, etc.

Espero que eu tenha conseguido dar uma luz de por onde começar. Caso alguma informação não tenha ficado clara ou não esteja correta, podem me avisar! Tudo que escrevi foi o que pesquisei com muito carinho e aprendi nesses dois anos.

Beijos,

Alinne Rodrigues – @alinnear

Um novo (re)começo

Antes de começar a contar sobre meu processo de imigração para o Canadá, quero me apresentar e falar um pouquinho como cheguei aqui.

Meu nome é Alinne, tenho 26, sou jornalista e prima da criadora do BanhodeChuva. Nunca fomos a família de comercial de margarina, como a maioria também não é, mas sempre fomos bem próximas e amigas, mesmo com 10 anos de diferença entre a gente. Entre nossas idas e vindas por diversas cidades, sempre tivemos um Skype para nos salvar. Sou apaixonada por viagens e antes de decidir imigrar para o Canadá, eu morei na Austrália e nos Estados Unidos.

O Banho de Chuva representa muito quem eu sou, nunca tive medo de arriscar e me molhar. Quando defino uma meta ou projeto, entro de cabeça, corpo e alma. Além disso, escolhi uma cidade que chove, chove muito: Vancouver.

Prazer, Alinne
No Blog, vou compartilhar como se virar em outro país, mas sem filhos e marido. Quero contar sobre o meu tipo de visto, como escolhi a escola que irei estudar, sobre emprego, moradia, vida saudável em outro país (recentemente passei por uma reeducação alimentar sem neuras e maluquices e emagreci 10kg, mas vou contar mais para frente), viagens, entre outros diversos assuntos ligados ao Canadá.
Mais informações no meu perfil e no meu Instagram @alinnear .

Beijos,

Alinne