No pets allowed

Querer é poder.
Querer, poder, conseguir.

Sempre acreditei nestas frases de efeito, mas pela primeira vez na vida, querer não é poder.

Nessa nova jornada de mudança pra Manchester, pesquisamos por mais de um mês um teto que pudéssemos pagar acomodasse nossa família completa: eu, marido, as crianças e o Marvin. Nem mesmo oferecendo mais pelo aluguel as pessoas se sensibilizaram.

Até que conseguimos uma casa, linda, longe (a 50km de Manchester), no limite do nosso orçamento, adiantando 6 meses de aluguel, pagando taxa extra para receber o Marvin e… Estaria tudo certo, se Continuar lendo “No pets allowed”

Alimentos perigosos para cães

Ontem eu estava fazendo o jantar (cena rara aqui em casa desde que fiquei grávida da Olivia) e comecei a cortar temperos e o Marvin estava ali nos meus pés. De repente me deu uma neura porque lembrei de quando a Luka comeu cebola (esperou a oportunidade e de alguma forma roubou aquele cotoco de cebola que estava sobre a pia). Na época eu não fazia a mínima ideia de que cebola fazia mal aos cães, e só descobri porque a Luka começou a passar muito mal. Ficou letárgica, com vômitos, um xixi esquisito, e assim que a levamos no veterinário deram qualquer coisa pra ela evacuar e saiu a tal cebola.

Preocupada em não passar pelo mesmo com o meu filho mais novo, fiz uma vistoria no chão e tive muito cuidado pra não deixar nada cair. Deu tudo certo! Ufa!

Mas fiquei pensando… e se houver mais alguma coisa que faça mesmo mal aos cães e que eu não saiba?

Então fui pesquisar e encontrei um site que lista os 10 alimentos de humanos mais perigosos para cães. Está em inglês e tem um monte de advertising chato a cada vez que mudamos de página pra saber o item seguinte. E como eu sou muito legal, vou consolidar e resumir aqui a informação:

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Meu pequeno terrível Marley, digo, Marvin

São 11 dias com ele tomando conta de tudo. Sim. Ele é quem decide onde colocamos os sapatos, os sacos de lixo, o cesto de roupa suja, os brinquedos das crianças. É ele quem decide se colocamos ou não a Liv no chão para fortalecer os músculos das costas e abdômen ou na espreguiçadeira. É ele quem decide onde o Tuco vai se sentar (se é na cadeirinha ou no sofá). E também é ele quem decide quantas vezes devemos limpar a casa, afinal, a bexiga dele é super pequena e às vezes ele faz 3 xixis em meia hora.

Está sendo completamente diferente de todos os cães que eu já tive. Ele é Continuar lendo “Meu pequeno terrível Marley, digo, Marvin”

Uma nova história de amor

Depois que a Luka adoeceu meu marido achou que não conseguiria ter outro cão tão cedo. Todos nós éramos super apegados a ela, mesmo porque era a primeira vida que nós dois nos tornamos responsáveis. Era a nossa filha mais velha.

Nota: Não me interpretem mal, já discuti e bati boca com muita gente por declarar que meus cães são meus filhos e se alguém que esteja lendo isso não gostar, paciência. Os cães são meus, a vida é minha e eu os chamo como eu quiser.

A dor de ver a nossa cachorrinha definhar tão rápido, com uma doença ingrata e sem cura, e que devido a sua imensa doçura não fazíamos ideia do tamanho do seu desconforto, nos foi muito difícil decidir o dia de por um fim a esse sofrimento. O dia “D” chegou, e até o último minuto eu tive esperanças do veterinário nos dizer que afinal tinham se enganado no diagnóstico e que ela ia ficar boa. O corpo dela nos mostrava o oposto, mas eu tinha dentro de mim uma necessidade de acreditar que ela ia ficar com a gente por mais uns 10 anos. Infelizmente, os médicos não se enganaram. E 10 minutos depois de chegar ao veterinário, eu morri um pouco por dentro. O que eu senti Continuar lendo “Uma nova história de amor”

Linfoma Epiteliotrópico

Foi o que nos tirou a Luka.
Dia 27 fará dois meses que ela partiu. E ao mesmo tempo que parece uma eternidade, eu ainda me pego olhando pro sofá pra ver se ela tá ali dormindo, ou chego em casa a espera de ouvi-la descer do sofá e vir encontrar com a gente.
Saudade é o que tenho hoje. E um pouquinho de dor também. Mas o sentimento de que eu também estava morrendo  por dentro passou. A sensação de falhanço, por achar que foi culpa minha ela ter desenvolvido a doença, tomou conta de mim por algumas semanas, mas por fim cheguei a conclusão de que fizemos tudo o que podíamos.

Tudo começou em Outubro/2014. Eu ainda grávida da Liv, deitada no sofá, e a Luka se aproximava de mim e deitava com a cabeça na minha barriga e me olhava. E eu ficava toda “oooooohhhhhh que linda” com ela e puxava ela pra dar-lhe beijos e abraços. Minha cachorra é demais. Era. Não consigo me acostumar com a conjugação no passado.

Eis que numa dessas vezes notei uma manchinha no focinho dela. Esperei uma semana e quando apareceu também uma manchinha ao redor de um dos olhos, levamos ao veterinário. Continuar lendo “Linfoma Epiteliotrópico”

Pós cirúrgico II

E 6 semanas após a cirurgia, como está a Luka?

Como já vos contei antes, a Luka teve uma luxação coxofemoral e foi submetida a uma cirurgia para remoção da cabeça do fêmur. Isso foi em 06/02.

Depois ela teve umas complicações paralelas (flebite e abcesso), que foram tratadas com medicação.

Tivemos todo o cuidado em respeitar criteriosamente todas as recomendações da ortopedista para a boa recuperação da Luka e fizemos uma revolução em casa para evitar acidentes e Continuar lendo “Pós cirúrgico II”

Osteotomia da cabeça do fêmur

Descobri o que é isso da pior maneira possível.

Como vocês sabem, a minha Luka é a cachorra mais linda, calma, obediente… e medrosa do mundo.

Essa noite meu marido acordou de madrugada para o habitual xixi do meio da noite, e ao se levantar da cama, o estrado cedeu ou estalou (confesso que ainda não fui conferir o que aconteceu), e a Luka que dormia profundamente no chão ao meu lado deu um pulo com o barulho e saiu correndo se estabacando em tudo que via pela frente. Acho que ela bateu no berço do bebê, na cama, no guarda roupa e na porta. Saiu do quarto e se enfiou dentro do banheiro com meu marido e ficou sentada, deu uma micro choradinha, e depois ficou quietinha.

Ficou com medo de entrar no quarto de novo e fiz ela voltar pra ficar perto da gente. Ela ficou sentada arfando do meu lado das 3 às 6 e pouco da manhã. Não consegui descansar, porque minha filhota tava agitada e não conseguia se deitar Continuar lendo “Osteotomia da cabeça do fêmur”