Cheguei em Vancouver, e agora?

Heyyy

A maioria das mensagens que recebo (e fico muito feliz com os feedbacks) são dúvidas de recém chegados em Vancouver. Onde procurar ap? Qual banco abrir conta? Qual plano de celular vale mais a pena? Onde é barato para comer? Como conseguir emprego? Etc. Continue a ler Cheguei em Vancouver, e agora?

Vida pós Greystone – Co-op

Oi pessoal,

Sei que tem um tempo que não escrevo, mas depois que terminei a Greystone e comecei o co-op (para quem ainda está perdido, são 6 meses de curso + 6 meses de trabalho, chamado de co-op) , minha vida ficou realmente corrida, tenho trabalhado bastante. Essa cidade é maravilhosa, mas também é bem cara. Além disso, em dezembro me mudei para um novo apartamento, ou seja, a mudança me sugou bastante.

Mas vamos ao que interessa, como é a vida no Co-op?

Antes de terminar a Greystone eu havia trocado de emprego, trabalho agora em uma produtora de sucos naturais, tipo a Green People aí do Brasil. Decidi continuar nesse emprego, pois eles assinaram meu co-op. Bom, o que isso quer dizer?

Quando terminar a Greystone, você deverá procurar um emprego/estágio na área do seu curso, porém a realidade não é bem assim. A maioria das pessoas que conheci, fazem co-op com survival job (loja/restaurante/valet/etc) por vários motivos, mas o principal é realmente a dificuldade de achar um emprego em um escritório, impossível não é, pois conheço pessoas que trabalham em office.

Quando se trabalha com hospitality, seu cargo deverá ser de supervisor, assistente de gerente, etc, para que seja aceito como co-op. A realidade é que muitas pessoas continuam trabalhando como garçom, mas no formulário de co-op colocam um cargo mais elevado.

Eu preferi continuar na área de hospitality por diversos motivos, óbvio que sinto saudade daquela vida de escritório de segunda a sexta, 8h por dia sentada na frente do computador. Contudo, tive que pensar no meu futuro aqui e decidi, quando me formei, não procurar “estágio”. O principal motivo foi o dinheiro, eu ganho muito mais no meu atual trabalho do que eu ganharia em um office (que seria o mínimo de 11.35 por hora). Meus horário são mais flexíveis, não preciso trabalhar de seg/sex de 9am to 5am (isso me ajudará se eu realmente for fazer BCIT). Enfim, existem outros motivos, mas um decisivo foi realmente gostar do meu trabalho, não é o dos sonhos, é muito cansativo, beleza zero (muito mop e louça pra lavar), mas os prós ganham dos contras.

Se você está vindo pra cá e já está desesperado com o co-op, saiba que não é difícil arranjar uma posição, só basta ter a mente aberta e saber que você poderá trabalhar com hospitality. Para você se acalmar mais um pouco (LOL) a Greystone ajudará você a achar uma vaga. Não sei bem como funciona, pois achei meu emprego sozinha, mas  recebo e-mail deles diariamente com novas vagas abertas. Lembro que no nosso login de aluno no site deles, existe um formulário para você preencher caso não tenha achado emprego, acredito que eles irão te ajudar, não só a achar um vaga, como te orientar em relação ao currículo, como fazer uma entrevista, etc.

Por último e não menos importante, depois que você começa o co-op, a cada quatro semanas terá que enviar um relatório online para eles sobre como anda seu emprego, são perguntas básicas de como está sendo sua experiência.

Acho que é isso, pessoal! Espero que eu tenha ajudado com as dúvidas em relação ao co-op da Greystone.

 

Beijos,

Alinne Rodrigues (@alinnear)

 

Dá pra imigrar sem “documento”?

Desculpem a ausência, mas tem sido intenso na vida real.

Como sabem, não moro em Portugal desde 2015, voltei ao Brasil em 2016 e em 2017 mudei-me para Curitiba, PR. Já não estou a par em detalhes sobre o custo de vida em Portugal e por isso tem sido difícil responder a todos os e-mails que recebo, porque preciso fazer pesquisas pra dar uma resposta mais acurada Continue a ler Dá pra imigrar sem “documento”?

Como comer saudável em Vancouver

Umas dos principais problemas de quem faz intercâmbio são os quilinhos extras que ganhamos durante nossa viagem. É praticamente impossível manter seu peso com o leque de comidas e doces diferentes que a cidade oferece e, que na maioria das vezes, por um preço mais barato que um prato de salada. Sem contar os tradicionais chocolates como Lindt, que no Brasil deixamos um rim e aqui custa um dólar, não tem como passar batido.

Eu sempre gostei de comer bem, fazendo dieta ou não, meu prato sempre foi composto por legumes e saladas, por isso quando me mudei para Vancouver fui buscar os melhores lugares para comer.

Abaixo fiz uma listinhas com os lugares que mais gosto de comer aqui em Downtown. Compilei apenas aqueles que são estilo fast-food e não tem garçom/garçonete, ou seja, mais em conta. Contudo, a maioria dos restaurantes aqui possui menu de salada.

 

1 – Hungry Guys  – 988 Granville St, Vancouver, BC

Para quem me segue no Instagram sabe que esse é um dos meus lugares favoritos, sempre posto foto de lá no meu stories. Salada boa com preço justo e um ambiente super agradável. Você pode montar sua salada ou burrito/bowl com folhas, arroz integral, proteína e vegetais.

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Minha salada no Hungry Guys

Em torno de $9 CAD a salada com proteína

2 – Chasers – 1026 Mainland Street, Vancouver, BC

Sucos naturais, super saudáveis e detox. Na deli,  além de smoothies, tem sanduíches que você pode montar e alguns pratos, saladas e wrap prontos. Além de docinhos super saudáveis.

Tem Kombucha também \o/

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Em torno de $8 CAD a salada.

3 – The Chopped Leaf –  488 Robson St, Vancouver, BC 

Restaurante com o mesmo estilo do Hungry Guys, onde você pode montar sua salada, contudo, esse tem mais variedade de pratos. Eles têm sanduíches, wraps, bowls e opções de saladas prontas.

Em torno de $10 CAD

4 – Smak – 1139 W. Pender St, Vancouver, BC & 545 Granville St, Vancouver, BC (em frente a Greystone)

O Smak tem mais opções além de comida, tem smoothies, sucos detox, sopas, menu de café da manhã, hot food (estilo bowl) e, claro, saladas. As saladas já são prontas e tem vários sabores, acho bem gostosa, mas um pouco cara.

Em torno de $11 CAD a salada.

5 – Melu Juice – 1110 West Pender St, Vancouver, BC

O Melu é mais voltado para sucos e smoothies, mas eles também oferecem saladas, hot food vegana e o melhor de tudo, AÇAÍ, isso mesmo, nosso querido açaí, porém bem menos doce que o nosso e com a proposta de ser um bowl com frutas. Meu prato preferido é o macarrão de abobrinha com molho pesto.

Em torno de $10 CAD

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Foto retirada do Instagram deles de um bowl de açaí com smoothie

6 – Chipotle – 818 Howe St, Vancouver,  BC

O Chipotle pra que nunca ouviu falar é um fast-food estilo mexicano, mas que oferece opções de saladas bem gostosas com um preço bom. Além disso, eles possuem um feijão preto bem parecido com o nosso, só por isso já tem um lugar guardado no meu coração. Como bom restaurante mexicano, eles têm burritos e tacos, porém oferecem bowl e saladas, que você também pode montar com os ingredientes que quiser. Por favor, comam o black beans. Apenas um obs, as comidas lá são meio picantes, fugindo do tradicional de Vancouver, que não costumam ser apimentadas.

Em torno de $8 CAD.

 

7 – Field & Social – 15 Dunsmuir St, Vancouver

Esse já é mais enxuto com apenas alguns tipos de saladas. A mais gostosa pra mim é a Field Cobb. Ele também é um pouco mais caro que os outros, mas vale a visita. Obs: eles não abrem final de semana.

Em torno de $13 CAD

 

Uma super dica é para quem chega e não tem como cozinhar e quer economizar, os supermercados aqui têm umas saladas prontas. Quando cheguei comprava umas saladinhas por $6 CAD no IGA e no Independent. 

 

Espero que tenham gostado e se tiverem mais opções é só enviar que acrescento aqui.

 

Beijos,

Alinne Rodrigues  – @alinnear

Moradia em Vancouver

Olá pessoal!

Como prometido, o post de hoje vai ser de um dos assuntos que mais me perguntam, aluguel em Vancouver, que, diga-se de passagem, é um dos mais caros do Canadá.

Quando cheguei tive um pouco de sorte e já consegui um ap no primeiro dia, mas vou explicar direitinho como tudo aconteceu.

Antes de vim pra Vancouver, fechei um quarto no Airbnb para ficar os primeiros 20 dias. Escolhi o site pois não queria ficar em homestay, já que havia morado em uma na Austrália e não gostei, além disso, geralmente casa de família fica longe da escola e do centro da cidade, a maioria mora nos subúrbios. Confesso que foi a melhor decisão que tomei.

Nunca havia ficado em um Airbnb até então, com isso, foram dias de pesquisa até decidir o quarto para alugar, o que mais levei em consideração foram os comentários dos hóspedes anteriores. Escolhi um ap que ficava perto da minha escola com um preço acessível. Paguei em torno de 170 reais a diária, barato não foi, porém, vi que as recomendações eram ótimas e era um casal canadense, perfeito para já colocar o inglês em prática. O casal me recebeu super bem e me ajudou com tudo nos primeiros dias.

Porém eu não poderia ficar pra sempre no Airbnb e do Brasil mesmo eu já comecei a pesquisar sobre valores e onde morar.

O studio que moro fica em Downtown e custa 728 CAD por pessoa, divido com outra brasileira. Achei a moradia através de um grupo no Facebook chamado Vancouver para Brasileiros, a minha roommate anunciou no dia que eu estava embarcando para o Canadá, assim que vi, mandei mensagem falando que eu ia chegar no dia seguinte e se eu poderia ver o local. Cheguei domingo em Vancouver e na segunda vim no ap e fechei, mas como falei lá em cima, eu tive sorte.

Para quem chega e tem que procurar moradia, a melhor opção é o Craigslist. Lá você acha de tudo e a maioria das pessoas que conheço arranjaram quarto por lá. Mas chegando aqui existe um leque de opções, pois você irá conhecer bastante gente na escola que podem indicar lugares, então, não se desespere com isso ainda no Brasil, chegando aqui, com certeza você irá arrumar.

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Uma dica que posso dar é nunca alugue nada sem ver primeiro, existe muita fraude no Craigslist, pessoas falando que estão viajando e não podem mostrar o ap e pedem para você enviar o deposito de segurança, parece ridículo, mas muita gente cai nesse scam.

Outro fato importante que você deverá ter em mente é que aqui existe esse deposito de segurança que você paga antes de se mudar, geralmente ele é a metade do seu aluguel, quando você sai o Landlord (pessoa responsável pelo aluguel) te devolve o dinheiro, caso tenha algum problema no apartamento, ele não irá te devolver 100%.

Sei que a ansiedade de vim pra cá é muita, mas esperem chegar aqui para começar a procurar apartamento, não faça nada do Brasil. Fiquem em homestay, Airbnb, hostel, etc, no início, quando você chega tudo fica mais fácil. Ahhh dica: fechem essa primeira moradia até o último dia do mês, pois aqui geralmente você só consegue se mudar no dia primeiro. 

Já sobre valores, vou me basear nos preços que amigos meus pagam. Morar em Downtown não é barato, mas tem diversas vantagens. Um quarto gira em torno de mil dólares, você pode até conseguir por um pouco menos, mas provavelmente será um Den (um espaço minúsculo que só cabe uma cama e quem sabe suas malas) – Em West End tem uns quartos de 900 CAD – . Quartos localizados na zona 1 do skytrain custam em torno de 600 CAD, quartos na zona 2 custam em torno de 500 CAD, mas isso é um valor relativo que peguei como base. Tem amigos que moram em Dtw e pagam 1300 CAD  e tem amigos que moram na zona 1 e pagam 500.

 

Caso tenha ficado alguma dúvida, podem me escrever! 🙂

 

Beijos,

Alinne Rodrigues – @alinnear

 

Terceiro termo da Greystone: Como foi?

Oi pessoal,

Sei que estou demorando para escrever e estou recebendo várias mensagens relacionadas à Greystone.

Não quero ser muito repetitiva, mas vou tentar esclarecer todos os pontos que já foram perguntados nos comentários. Ahh caso tenham sugestões de posts sobre a Greystone, ou qualquer coisa de Vancouver, podem me mandar que escrevo.

Vamos ao o que interessa. Há duas semanas finalizei o terceiro termo da Greystone, a matéria foi sobre organização das suas prioridade no trabalho e o seu desenvolvimento. Vou ser bem sincera, essa “matéria” eu aprendi no meu dia a dia de trabalho no Brasil. Achei ela bem chata e repetitiva, a turma que fiquei também não ajudava muito. Achei que foi o pior termo que já fiz e com isso acabei ficando um pouco desmotivada. O professor era até legal, mas abriu o livro poucas vezes, posso contar em uma mão quantas vezes usamos o book, que by the way pagamos caríssimos no Brasil.

Muitos também falam que no terceiro mês é que começamos a criar uma rotina e isso nos deixa meio para baixo, ficamos sempre exaustos e cansados. Acreditem, o tempo aqui passa muito rápido e nosso dia parece que tem 10h.

Mas não desanimei e continuei estudando, mesmo que não tenha gostado, paguei muito caro para não levar a sério o curso, inclusive isso às vezes me irrita na escola. Tem muitos brasileiros que não querem saber de nada e vieram a passeio, só fazem o curso pois oferece o visto de um ano.

Não quero fazer um post de complain, tento sempre mostrar o lado positivo das coisas, pois já não é fácil morar em outro país, então sempre falo com todos os meus amigos, vamos pensar positivo e dá o nosso melhor.

Fiquei sabendo essa semana que o próximo termo teremos mais uma turma de Business Communication, ou seja, teremos mais brasileiros na escola. Além disso, meu período de co-op está se aproximando e fiquei sabendo também que o único suporte que a escola dá para o estágio será com orientações de como montar seu currículo e sua carta de apresentação (cover letter). Acho que muita gente vem para cá achando que a escola irá arranjar entrevistas para você ou fazer o meio de campo, não, isso não irá acontecer.

Caso tenham mais dúvidas sobre a Greystone, podem me mandar, adoro quando comentam e dão feedback, tento fazer os posts para ajudar e esclarecer dúvidas de quem está no plano Canadá, da mesma forma que muitos blogs me ajudaram.

O próximo post será sobre moradia. Stay tuned! 🙂

 

Beijos,

Alinne Rodrigues @alinnear

 

Para quem não tem medo de se molhar