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Cidadania Portuguesa: Não basta ter direito, tem que ter sorte

No ritmo de organizar a nossa vida para Manchester, temos feitos várias pesquisas sobre o que é preciso para viver lá e descobri que tudo seria ultra mega mais prático se eu fosse portuguesa.

Então fui correr atrás do meu advogado pra saber o ponto de situação do meu processo de aquisição da cidadania portuguesa.

Lembrando que eu dei entrada no pedido no início de 2012, e tive resposta negativa em 2013 alegando que eu tinha apenas marcado um “x” na caixa referente a “tem ligações com a comunidade portuguesa”, mas não provei que tenho ligações.

Nosso advogado nos orientou entretanto que não deveríamos provar nada, quem tem que provar que eu não tenho direito é  Ministério Público. Então fomos para a 1ª Instância. Eis o ponto que ele diz isso no processo: Continue a ler Cidadania Portuguesa: Não basta ter direito, tem que ter sorte

Xenofobia ainda existe?

Nota: Texto desaconselhado para pessoas sensíveis a vocabulário de baixo calão
E a resposta é… Sim.

Triste, mas é verdade. Esse assunto veio a tona nos meus feeds do facebook e clicando aqui, clicando ali, apareceu a matéria fonte da informação. Confira-a aqui.

Mas isso não é exclusividade de Coimbra não. E muito menos de brasileiros. Ou de mulheres. Nem dos imigrantes africanos.

Homossexuais sofrem demais. Eu não fazia ideia até conversar com uma amiga minha que é gay.

Eu lhe disse que não Continue a ler Xenofobia ainda existe?

Cidadania portuguesa – Tentativa 2 #fail

E lá se vão 5 anos de residência legal.
Nunca estive ilegal em Portugal, porque os 3 meses que vivi cá sem a carta de residência estavam abrangidos pelo visto automático de turista. Mas para considerar residente, tem que ter o papel em mãos.

De acordo com a Lei em vigor, n.º 37/81 de 3 de Outubro, eu me enquadro em duas situações que me permitem ter o direito a nacionalidade portuguesa: por tempo de residência e pelo casamento com cidadão nacional.

Pelo tempo de residência eu tenho que viver cá com carta de residência por pelo menos 6 anos ininterruptos.

Pelo casamento, tenho que estar casada há pelo menos 3 anos.

Bem, casei em 2006, logo, façam ideia de qual opção eu fiz. Casamento, é claro. É um direito meu, adquirido.

Na primeira vez que fui aos registos centrais, eu vivia cá há um ano, e com toda a documentação prevista na legislação em vigor, fui fazer o meu pedido. Fui tratada de uma forma muito esquisita pelo filho de imigrante que me atendeu. Ele perguntou: Continue a ler Cidadania portuguesa – Tentativa 2 #fail