Enquanto isso, na bagagem…

Tive dois anos de planjamento e fiz minhas malas dois dias antes da viagem. Se eu levar em consideração que para a minha lua de mel eu fiz a mala no dia da viagem e o vôo saía às 17:50, posso dizer que até me atencipei! Mas, era a viagem da minha vida, o dia que eu deixaria o Brasil pra trás e iniciaria uma nova vida em Lisboa.

Se eu pudesse levaria tudo o que eu tinha dentro do meu quarto, sala, cozinha e banheiro, todos os apetrechos, eletrodomésticos, sapatos, roupas, cosméticos e enfeites que tinha em casa. Mas com a limitação de 2 malas de até 32 kg por passageiro, eu tive que fazer uma… pequena seleção.

Primeiramente, eliminei tudo o que precisa ser ligado a uma tomada para funcionar. Eu já tive a experiência da lua de mel, quando não conseguia carregar a câmera fotográfica.
Todas as tomadas aqui são de segurança (não são planas).  E as entradas das tomadas são para pinos redondos.

É assim:

tomada1

Repare que dentro do círculo há uma espécie de metal no alto e embaixo. Isso é o aterramento. As construções recentes possuem aterramento e algumas construções antigas foram obrigadas a refazer a parte elétrica, tudo culpa do fio terra!
E na lateral do círculo tem um “sulco”, para encaixar a tomada e firmá-la ali.

Todos os aparelhos que precisam ser ligados à tomada possuem o interruptor igual a este:

tomada3

Viu as saliências na lateral da tomada? E as duas partes metalizadas nos extremos no topo e em baixo? É o padrão…
No Brasil muitas tomadas são com os pinos achatados, como as de computador. Os pinos do carregador da minha câmera também sao achatados, e na lua de mel, com tantos lugares lindos pra conhecer durante 14 dias, e uma bateria que durava 118 minutos, eu precisava de qualquer jeito plugá-lo na tomada. Então eu tive que improvisar e comprei um adaptador, que eu chamo muito carinhosamente de “pluguete”. Ei-lo:

tomadas1

Sem essa peça eu estaria perdida, porque não conseguiria carregar meu notebook, nem a câmera de filmar ou a de fotografar.
Importante: a voltagem aqui é de 220v.

Descartando toda a quinquilharia elétrica, tive agora que escolher 64kg entre roupas, acessórios, cosméticos, sapatos, documentos, livros, objetos de decoração…

Preparei uma necessaire com toda a minha maquiagem. Fiz isso porque pesquisei antes o preço das coisas aqui e apesar de ser tudo de excelente qualidade, é extremamente caro. Calma! Eu ainda estava pensando em R$. Depois de alguns meses convivendo com a moeda forte concluí que 38€ por uma base FPS15 de efeito natural da Lancôme é uma pechincha! Ah, não é todo dia que você compra uma base, e caso seja a cada dois meses, 19€ por mês é justo por uma base da Lancôme.
Então, como eu não fazia idéia de quando voltaria a trabalhar e separar um cascalhinho para mimar a mim mesma, fiz minha promotora Avon feliz e encomendei tudo: corretivos, bases, pó compacto, sombras, rímel, lápis, delineadores, gloss e batom.

Trouxe toda a minha documentação relevante para Portugal (diplomas de conclusão de período do CCAA e certificados de cursinhos do SENAC ficaram em casa), meu álbum de casamento, meu estojo de lápis (me acompanha desde 2005), quatro livros e só.

Ah! também trouxe roupas e sapatos. Não tudo, porque não coube.
De roupa eu trouxe tudo que eu uso quando faz frio. Deixei pra lá meus shortinhos, saias, tops e vestidos de verão. Trouxe meias, meia calça fio 40 e 80, calça jeans, calça social, blusas, blusas de manga comprida,  uma jaqueta forrada meio casual, dois casacos quase sobretudo (são 3/4, que bate na metade da coxa), 4 cachecóis e um lenço de pescoço. Ah! um gorro que ganhei de presente do pessoal do trabalho, tipo boina.

Disso eu usei em novembro algumas coisas, tipo: os casacos 3/4, os cachecóis, a jaqueta e as calças jeans. Já em dezembro, eu tive que apelar pra reforços. Gastei uma grana com roupa de frio aqui. Comprei uma gabardine, camisolas (são aqueles casacos de vestir, que dá pra colocar sobre uma blusa de botão, por exemplo, não lembro mais o nome disso no Brasil! socorro! rsrs), e no ápice do inverno tive que comprar um super casaco com capuz, porque o frio dói. É sério. Não é um ventinho frio. É uma rajada de ar gélido, que dói os ouvidos e congela qualquer corrimento nasal, fica difícil respirar.

Minhas sandálias de tira, com os dedidos de fora… ficaram no Brasil. Minha prima que calça o mesmo que eu se deu bem! Aumentou de forma significativa a variedade de calçados.
Trouxe meus scarpins, umas sapatilhas fechadas, uma bota sem salto, um par de havaianas, um par de tênis.

Cheguei aqui e, apesar das pedras portuguesas seram perfeitamente bem colocadas nas calçadas, ninguém usa salto. A não ser bota de salto, mas salto grosso.

Os saltos finos são usados “indoor”. Na rua o que a mulherada tem no pé mesmo é: tênis confortável.
No inverno o chão fica meio húmido (escreve-se com H aqui em Portugal), e a combinação saltinho + humidade + pedra portuguesa não resulta em algo muito positivo. Escorrega muito.
Aconselho a, quem gostar, trazer do Brasil uns dois pares de havaianas (e meias para usar com havaianas, porque não dá pra ficar descalço em casa com o frio do final do ano) e pelo menos um par de All Star (pq no Brasil as lojas que vendem Converse têm muito mais variedade, além de ser mais barato.

Hoje começa a primavera, e agora tá dando pra sair de casa sem quilos de roupa, tenho feito caminhadas na beira do tejo, por toda a zona da expo, e preciso colocar muito protetor solar! Mesmo que não esteja um calorzão, o sol é tão cruel quanto o frio. Não tem uma nuvem no céu, é um super azul, então os raios ultravioletas ficam totalmente livres pra tostar a sua pele. À noite esfria, chega a uns 12 graus.
Digamos que a roupa que eu usava no frio do Brasil é a que dá pra usar no início da primavera daqui.

Dizem que no verão o tempo esquenta pra valer, que as noites são muito quentes. Ainda não cheguei lá, mas se mal saímos do inverno e já tá um sol maravilhoso, imagine quando a presença do inverno ficar apenas na saudade?

Para quem estiver chegando a esta altura do ano,  aconselho a trazer protetor solar na bagagem de mão. Um hidratante corporal é uma boa. Eu não tinha o hábito de usá-lo, mas o clima aqui, apesar de húmido, resseca a pele. Passei a ter o hábito de usá-lo.

Ah! o protetor solar aqui não é baratinho… Da Vichy, FPS 60 para o rosto custa uns 15€.
O do corpo tem mais ou menos as mesmas coisas que aí no Brasil, sendo que aí é um pouco mais barato. Custa uns 7€ um protetor corporal FPS 20, da Loreal.

Chegando aqui ficamos em uma pensão e só quando mudamos pro apartamento percebemos que não contamos com alguns pequenos detalhes:
– roupa de cama
– toalha de banho
– louça pra cozinha
– utensílios de cozinha
– pano de prato

Não aconselho a trazer essas coisas, porque aqui tudo é de muito boa qualidade, mesmo os que são vendidos no mercado, mas se tiver espaço na mala, um lençolzinho não faz mal a ninguém rsrs

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